
Quero escrever tudo o que sinto mas o mundo à minha volta bloqueia-me os sentidos e não me o deixa fazer...
Quero depositar aqui toda a minha raiva de viver, todo o meu desespero, todo o meu sofrimento mas as palavras não saem mais...
A boca imite sons toscos e confusos que não são mais o que sinto mas o que a sociedade me quer impingir...
Os meus olhos procuram em todas as direcções um esconderijo, um porto de abrigo que me oculte tudo isto e que me encha o peito de palavras de carinho, amor, palaras doces e belas que eu há muito esqueci... mas como sempre a minha procura é inglória e eu continuo perdida, sem ter braços fortes onde me refugiar, continuo a lutar contra a corrente mas esta vai-se tornando cada vez mais forte...
Sou e serei o porto de abrigo de muitos mas porque não sou capaz de encontrar o meu?
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