quinta-feira, 29 de novembro de 2012
E se tudo não é o que parece?
Vou andando neste mundo como um fantasma que se arrasta na penumbra de uma antiga existência em que foi possível o sorriso.
Vejo ao longe sinais teus, sonho contigo e vejo-te partir... não me falas, não me olhas, não sei se me vês sempre que procuras em mim algo, não sei se olhas e apenas sou uma sombra de um passado que já foi feliz.
Que significa procurares e não me falares? Que significa estares sempre ausente quando te procuro? Porque não partilhas comigo a tua dor, o teu desespero, o teu cansaço, a tua desilusão?
Sinto que a cada dia que passa te perco um pouco mais, sinto que a cada segundo um pouco mais de dor alcança o meu coração. Continuas escondido na tua névoa, continuas envolto num silêncio sepulcral no qual não me deixas entrar e participar.
Tenho medo de interpretar mal os teus passos, de não compreender os teus gestos... Afinal que queres de mim, afinal porque vais onde sabes que eu estou e não me falas? Porque apenas usas meios onde não te posso tocar e te proteges pelo silêncio atrás de um ecrã?
Demore o tempo que demorar estarei aqui esperando que me dês algumas respostas... Devo eu esperar? O coração diz que sim mas a razão manda-me partir...
E se tudo não é o que parece? E se eu estou a enganar-me?
Quero viver neste engano até me dares respostas...
És a incógnita da minha vida e não vou deixar de estar aqui até te decifrar...
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário