Olho-te e já não te vejo, deixaste de ser um rosto reconhecível no meu mundo... Deixei de identificar em ti a pessoa que tanto respeitava, amava, admirava e venerava, aquela pela qual se regia a minha vida fugiu de dentro de ti e eu já não te encontro mais nesse corpo inútil sem ti, sem a tua essência, sem a tua presença, sem a tua alma, sem as tuas convicções, sem a tua paixão por viver tão especial para mim...
Que ser és tu? Para quem olho agora? Em que te tornaste? O que fizeste a quem me dava razão de viver? Porque me a tiras-te de maneira tão fria e crua, sem dó nem piedade pelos sentimentos de amargura e vazio que depois depositaste em mim?
Olhas-me com um vulto de dor, mágoa e saudade espelhado no olhar e deixas-me sem forças para resgatar quem perdi...
Fecho os olhos, tento apagar a tua imagem e presença da minha mente ela está demasiado viva no meu ser e eu completamente sem forças para a vencer...
Viro costas, vou-me embora e assim deixo de te ver, de ver o meu reflexo no espelho... parto, deixando para trás uma lágrima a escorrer-me pelo rosto de magoa de não ser mais que sou...

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