segunda-feira, 13 de julho de 2009


Está na hora de partir, de deixar para trás o passado, de esquecer o sofrimento e encontrar de novo o meu sorriso nos braços abertos que se estendem para mim, os seus braços fortes e reconfortantes...

Os seus olhos prenderam os meus, aquele verde cristalino que me fascina fixa-se ao castanho carvalho dos meus próprios olhos, ele prende-me com uma mão pela cintura e a outra afasta suavemente o meu cabelo... Ele abraça-me e sussurra-me ao ouvido " a única coisa que quero conhecer são os teus lábios..."


E agora deixo-me levar finalmente para um lugar reconfortante ou viro costas e abandono mais uma possibilidade de ser feliz?

Não sei o que fazer...

quarta-feira, 8 de julho de 2009


Sonhei com o príncipe encantado até ele cair do cavalo e dissipar o meu coração com a espada...

Agora sonho com alguém que tenha agulha e linha e saiba coser este coração dilacerado...

quinta-feira, 18 de junho de 2009


E com um sopro teu a mágoa veio e eu quebrei...
Ignorei os teus apelos para falarmos atá que uma luz surgiu e disse para eu não desistir já (obrigada por isso Mauro) e tu ligas-te e após vários toques eu tive a coragem necessária para te atender, e ainda bem que o fiz...
Começaram a sair as palavras, as explosões, explodia mais e mais a cada respiração tua até ao momento de quebra em que as lágrimas começaram a jorrar dos meus olhos e eu me revelei a ti, como uma criança que procura uma chupeta para fingir consolo, e tu disseste que te caiu uma lágrima de orgulho (não entendi o seu porquê mas estava demasiado cansada para pensar nisso) e depois toquei no teu ponto fraco que também me pertencia, eu estava lavada em lágrimas e ouvi-te soluçar e chorar do outro lado, tinha partido mais um dos cântaros que tu ainda tinhas aprisionado no teu coração e, como se estivéssemos abraçados, choramos os dois um pouco...
Por ser quem sou não me permiti chorar mais para te ouvir a ti e acabámos a rir como sempre acontecia...
As verdadeiras amizades são mesmo assim... Tem rupturas que se ultrapassam depressa e os sorrisos vêm das lágrimas...
Adoro-te patareco

domingo, 7 de junho de 2009


Is it true that you can leave me alone in the dark? Is it true that you prefer to be selfish enough to forget me, my feelings for you to go search for a lost love, a rain that have no more water to give to the dry land that is your heart at this moment?
You need that water but the cloud is stubborn and doesn’t want to really know if you are dying in side thirsty of him? I don’t want to believe that can be a love between you two… That’s a spooky picture…
In my mind you never can be happy with him… Sorry but that is the true… Please forgive me my prude, my selfishness, but I have to cry alone, to leave my body and go to the doom of my “inconscience” so I can be free from that thoughts and be happy only with your happiness, no matter who is the one that share it with you my precious…

I ADORE YOU TOO MUCH FOR JUST THINK OF LOSING YOU!

domingo, 31 de maio de 2009


Porque o sonho veio e foi-se embora cedo demais, porque os sentimentos cresceram e foram arrancados pela raiz, porque as promessas foram esquecidas o meu coração sangra...

Olho para o passado e já não vejo futuro, olho para a direita e já não consigo alcançar a última visão que tive da esquerda...

O vento sopra-me na cara e a chuva cai miudinho sobre ela mas as minhas lágrimas são mais, maiores, mais grossas e molhadas e tendem a cair com muito mais intensidade...

Sinto que a minha bússola interior se quebrou, que os pontos cardeais se encontram todos trocados, o meu norte avança em direcção a sul e eu já não me consigo guiar mais neste mundo hostil... o mapa continua intacto, o caminho continua a ser o mesmo mas os meus pés já não o percorrem mais, esqueceram.se o que é andar, já não sabem mais correr...

Agora olho-te, sei que te encontrarei algures no meu coração, mas já não és o mesmo... vejo em ti a alegria passada de uma vida preenchida que agora se encontra completamente vazia e sem sentido... foste um tudo que se tornou em nada, deste-me metade de uma mão que eu queria inteira e esperaste que eu a puxa-se para mim mas eu não tinha forças para tal, nem uma real motivação tua que me levasse a fazê-lo...

Dedicas-me mil e uma palavras doces, de carinho e amor e eu sinto-me à beira de um precipício e que tu me empurras cada vez mais para o abismo...

Quando te quis não te quiseste dar...

Porque é que agora que já consigo viver sem ti queres voltar para mim???


Dói ver-te longe mas "embora doa, nada vai mudar"!

quarta-feira, 27 de maio de 2009


Quero escrever tudo o que sinto mas o mundo à minha volta bloqueia-me os sentidos e não me o deixa fazer...

Quero depositar aqui toda a minha raiva de viver, todo o meu desespero, todo o meu sofrimento mas as palavras não saem mais...

A boca imite sons toscos e confusos que não são mais o que sinto mas o que a sociedade me quer impingir...

Os meus olhos procuram em todas as direcções um esconderijo, um porto de abrigo que me oculte tudo isto e que me encha o peito de palavras de carinho, amor, palaras doces e belas que eu há muito esqueci... mas como sempre a minha procura é inglória e eu continuo perdida, sem ter braços fortes onde me refugiar, continuo a lutar contra a corrente mas esta vai-se tornando cada vez mais forte...

Sou e serei o porto de abrigo de muitos mas porque não sou capaz de encontrar o meu?

quinta-feira, 14 de maio de 2009


Queria escrever um hino de revolta mas as palavras que o descreveriam fogem-me por entre os dedos...

Queria ser capaz de gritar bem alto o quanto me indigna que me passem por cima e se achem superiores a mim e gritar mais alto ainda o quanto odeio que gozem com a minha cara e que odeio ainda mais que brinquem com coisas sérias que podem em muito prejudicar todos os outros que não nós...

O ser humano preocupar-se com os outros está fora de moda e por isso mesmo já ninguém o faz com medo de ser chamado de antiquado, de diferente, de anormal até pelo simples facto de querer que o outro se sinta um pouco melhor consigo mesmo...

Enfim balelas proferidas por pessoas que o que mais querem e fazer sobressair da sociedade sendo apenas mais um elemento neutro da mesma... Os que se preocupam com os outros, esses infelizes, são apelidados de anormais, de rebeldes e de revolucionários, por vezes considerados meros sonhadores por um mundo melhor pelo qual a sociedade tanto clama e tanto destrói com a sua hipócrisia...

Fartei de viver à margem deste mundo de injúrias, fartei de ser uma anormal aos olhos da sociedade só por me dar aos outros, só por tentar proporcionar um pouco mais de momentos de felicidade a todos aqueles que me rodeiam...

Acho que me vou tornar em mais uma conformista, mais um ser neutro que apenas vagueia pela emensidão da multidão, mais um ser invísivel e indiferente a todo o restante mundo...

Para quê me preocupar mais?











E com este pensamento uma lágrima forma-se no canto do meu olho mas é mesquinha ao ponto de não cair e não levar consigo o meu sofrimento...


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sonho desfeito


Olha-me nos olhos, vê quem eu realmente sou… Consegues identificar em mim um humano igual a ti?
Que tenho eu de tão diferente para me negares o sorriso, a esperança, o sonho? Que te fiz para não me deixares ser feliz?
Mal nasci vi-te a chorar por me teres nos teus braços, não me abraçavas, apenas me sustinhas porque assim te o tinham mandado… Falavas para mim com palavras secas, vãs, desprovidas de sentimento… alimentavas-me o corpo e o meu sofrimento por não seres capaz de me amar…
Deixaste-me crescer mas não fui feliz… ensinaste-me a andar, a comer e a falar mas esqueceste-te de me ensinar a amar, a sorrir, a apreciar os pormenores belos da vida…
Um dia olhaste-me nos olhos e pegaste-me ao colo… Pensei que nesse momento me ias dar finalmente o abraço que eu tanto desejava, que me iria curar todas as feridas anteriormente abertas por ti, mas isso não aconteceu…
Adormeci ainda nos teus braços e acordei numa “cela” onde todos me sorriam mas onde não alcançava o teu rosto, não ouvia mais a tua voz, não sentia mais o teu aroma e gritava por ti: “mãe, mãe, mãe” mas não obtive resposta… tinhas me abandonado numa casa com mil e uma outras crianças como eu mas eu sentia-me só… faltavas-me tu…
Fui crescendo e crescendo até que sai daquela casa onde me tinhas deixado… um dia procurei-te mas nunca te encontrei, descobri que tinhas partido para longe e que ninguém sabia de ti… chorei amargamente a tua decisão, tu tinhas 16 anos mas eu era um bebé de colo…
Posso ter-te feito sofrer por isso desculpa-me, se alguma vez aprendi o que é amor então sei que te amo a ti e só a ti… já te perdoei o que me fizeste…

Mas que te fiz eu de errado para me abandonares?




(P.S. este texto não corresponde à minha realidade familiar mas estava triste e só, resolvi escrevê-lo pois estava em Área de Projecto sendo o meu tema Crianças em Risco)

sábado, 18 de abril de 2009


Olhei nos teus olhos castanhos e já não vi mais o esplendor de outrora...
Eras uma luz no meu caminho, um pequeno ponto de referência na minha vida que desapareceu, que caiu no abismo obscuro do esquecimento por mim criando graças a ti...
Tinhas um sorriso doce, tinhas um olhar meigo, tinhas uma voz melodiosa e uma versão tua que apenas a mim pertencia mas que me roubaste sem perguntar primeiro se eu ia continuar a precisar desse teu eu que era mesmo só meu...
Tu mudaste, o teu mundo não é já mais o mesmo, já não me completas nem fascinas, já não me atrais nem cativas; eu mudei, o meu mundo, que se unia ao teu, passou a ser apenas paralelo a ti, já não te encontro nele, os nossos mundos já não se unem, já não temos motivos para partilhar momentos, risos, esperanças, sonhos, desejos, segredos, brincadeiras, lágrimas, desabafos, receitas de felicidade que só eu e tu sabíamos cozinhar e que agora não fazem mais sentido, perderam metade dos seus ingredientes e com eles perderam também o seu sabor genuíno, perfeito, doce e salgado que só nós sabíamos criar...
Escolheste um caminho que me expulsou da tua vida de forma bruta, dolorosa, frígida e desprovida do carinho que outrora sentiste por mim, isto se realmente alguma vez o fizeste.
Fizeste um escolha que te levou a um bloqueio temporal, comportamental e te tornou egoísta, totalmente dependente de um ser que dizes amar e que te tirou de mim, que te ajudou a esquecer os teus objectivos primários dos quais apenas tens um vislumbre breve de já terem em épocas passadas e intensamente distantes acontecido...
Abriste asas e voaste para o mundo da emoção exagerada e extrema, da demência racional que o teu "amor" criou em ti... respiras mas não é ar que te entra pelos pulmões, falas mas as palavras não são tuas, sonhas mas só com ele... e eu perdi-te nesse labirinto onde não posso entrar porque fechaste-me a porta a cadeado...

Falas-me por obrigação, já não percorres mais as estradas por onde me poderias encontrar pois isso obriga-te a aperceberes-te em que te tornaste e isso dói, magoa mais do que a ausência dos momentos do passado...

Então adormeces e, no teu sonho, acordas no mundo do passado que julgas ainda ser real e vives feliz esquecendo a pouco e pouco quem fez de ti quem és, quem te abraçou quando choraste, quem te apoiou em cada pé levantado pronto a dar um passo e eu fico quieta, esquecida, atrás de uma árvore que me faz sombra e me deixa na obscuridade da lembrança de te ter perdido...


(P.S. não é para o Afonso)

Foste um pássaro livre que voava alegramente nos céus do teu mundo, sem prisões, sem obrigações fúteis sobre nada mais do que aquela que te obriga a pensar em ti e a seres feliz...

Mas um dia isso mudou... encontraste uma janela entreaberta de onde uma figura esbelta se olhava ao espelho e te piscou o olha prendendo-te assim num êxtase de encanto puro e completo que consumia a cada segundo cada força do teu corpo e alimentava de espranças e alegrias vãs o teu coração e entraste pela janela... Não pediste autorização apenas entraste e quando acordaste desse êxtase inicial viste-te dentro de uma gaiola fria, suja, mas não te importaste mais pois o ser esbelto estava ali a olhar-te, a falar-te, a tratar-te como tu querias ser tratado para ele e isso para ti bastava... Não precisasvas mais de voar para ser feliz pois estavas feliz dentro daquela gaiola onde eras admirado e mimado pelo único motivo do teu viver, aquele ser esbelto que te tinha enfeitiçado completamente...

Os dias foram passando e tu continuaste a ser alimentado por esse feitiço, por esse amor que te aprisionava mais do que a própria gaiola e foste vivendo feliz, foste sorrindo, amando, brincando, esperando por um pouco mais desse ser, entregando tudo o que tinhas de melhor ao mesmo e ele continuava ali para ti, quase só para ti...

Até que veio um negro Inverno nos meses de Primavera e o ser não se mostrou a ti... Continuaste à sua espera todos os segundos de todos os dias em que ele não veio e assim se passaram semanas e o teu desespero aumentou...

Um dia ele voltou, e tu voltaste a sorrir, a tua felicidade voltou e esperaste que ele te voltasse a amar do mesmo modo mas ele apenas semi-abriu a porta da gaiola e foi-se embora... Deu-te a oportunidade de voltares a voar mas tu já não sabias como o fazer...
No Inverno que ele te impôs desaprendeste a voar, arrancaram-te as asas, ou melhor, tu próprio deste cabo das tuas asas pois foste arrancando as penas uma a uma e agora não podes voar mais...

O tempo continua a passar e as penas começaram a nascer mas tu hesitas em as rearrancar ou não pois ainda tens a esperança de que ele volte para ti...


Mas isto até quando??

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Olho-te e já não te vejo, deixaste de ser um rosto reconhecível no meu mundo... Deixei de identificar em ti a pessoa que tanto respeitava, amava, admirava e venerava, aquela pela qual se regia a minha vida fugiu de dentro de ti e eu já não te encontro mais nesse corpo inútil sem ti, sem a tua essência, sem a tua presença, sem a tua alma, sem as tuas convicções, sem a tua paixão por viver tão especial para mim...

Que ser és tu? Para quem olho agora? Em que te tornaste? O que fizeste a quem me dava razão de viver? Porque me a tiras-te de maneira tão fria e crua, sem dó nem piedade pelos sentimentos de amargura e vazio que depois depositaste em mim?

Olhas-me com um vulto de dor, mágoa e saudade espelhado no olhar e deixas-me sem forças para resgatar quem perdi...

Fecho os olhos, tento apagar a tua imagem e presença da minha mente ela está demasiado viva no meu ser e eu completamente sem forças para a vencer...

Viro costas, vou-me embora e assim deixo de te ver, de ver o meu reflexo no espelho... parto, deixando para trás uma lágrima a escorrer-me pelo rosto de magoa de não ser mais que sou...

domingo, 12 de abril de 2009


A ferida reabriu, o coração voltou a chorar, a recordação da dor passada voltou para me lembrar que esta tinha acontecido, que não era passageira mas sim eterna...

Parei no tempo e deparei-me com a emensidão do brilho lunar no mar a ofuscar-me a beleza da lua, da vida, do sonho...

Parei, estanquei mas a ferida continua a jorrar, não sara, não cede ao meu apelo de desespero, de agonia, apenas jorra como se eu não importasse mais, não existisse mais, não fosse nada mais que aquela ferida...

Esqueci-me de viver e deparei-me com a infeliz verdade de não ser mais a criança alegre que todos adoravam, que todos mimavam constantemente e passei a ser eu quem mima incondicionalmente, quem chora por ouvir um único suspiro, quem se mata aos poucos em mil preocupações desnecessárias só para que nada falte aqueles que julgo amar... sim julgo amar... já não existe essa palavra moribunda a que todos se referem como certeza... para mim morreu... Instaurou-se em mim a dúvida do ser, do parecer, do sentir, do sofrer pois afinal de que vale tudo isso se não é por ceder a essas certezas que eu me transformo em quem verdadeiramente sou?

Sinto que de nada vale tentar achar essa dita certeza, afinal ela mesma é uma dúvida e leva-me a esquecer de viver...

E parei... e perdi... e esqueci...

Mas porque se recusa a dor em esquecer-se de mim?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O sonho




O sonho nasce da expectativa de ver o novo dia sorrir para o que nós queremos fazer, como queremos fazer e com quem o queremos fazer…
Todos temos sonhos diferentes, momentos, desejos, vivências distintas pelas quais queremos lutar e dessas estão repletos os nossos sonhos…


Sonhamos acordados abraçados ou a dormir entrelaçados sem nunca perdermos a noção que apenas sonhamos por breves momentos e que nem sempre alcançamos a perfeição do sonho sozinhos, temos de procurar ajuda naqueles que nos confortam e nos fazem adormecer e sonhar…


Ligo-te e a tua voz dormente solta uns monossílabos indecifráveis carregados de sono, de tormenta, de mágoa e desgosto… embalo-te com uma voz sorridente e doce até que adormeces lentamente e te ouço respirar sossegadamente do outro lado mostrando que te rendes-te ao sono mas não desligo… limito-me a ficar quieta e calada ouvindo-te respirar, dormir, sonhar, imaginando que estás ao meu lado e que te faço festas no cabelo para o teu sono ser calmo e sereno e se encontrar cheio de sonhos que te acalmem o espírito e te aqueçam o coração…


Sirvo-te de almofada de suspiro e de derramamento de lágrimas mas aguento com palavras de ternura todos os espinhos amargos que me espetas para libertar de ti, precisas de o fazer e a mim não magoam mais quando os ultrapassas…

Apenas desejo que durmas descansado esta noite, amanha o sol brilhará e tu voltarás a ser feliz, tenho a certeza, e enquanto o dia não chega tens aqui a almofada dos sonhos que espanta os teus pesadelos…

Boa noite…

Dorme bem…

Quem sou?

(imagem por Afonso Costa Arribança)



Não interessa quem sou, para onde vou, de onde vim ou o que me transformou em mim, interessa sim saber o que vou fazer com o que sou, o que me vai ajudar a ser mais eu e quem passeia a meu lado na longa caminhada da vida...



Queres ficar para me conhecer? Então segue as minhas pegadas na areia...